Dinheiro e poder não conseguem jamais sobrepujar capacidade e competência.
Na vida ninguém pode fugir do momento da decisão. Certo ou errado,
prudente ou não, conseqüente ou não conseqüente, chega-se a um instante
que nada decidir é o pior caminho.
A boa decisão vem de uma adequada preparação. A sabedoria popular ensina
que as árvores que não são regadas habitualmente, demoram mais a crescer,
todavia tem raízes mais profundas. Explicam o fato pela necessidade de
buscar água debaixo da terra, pois o que recebem de cima geralmente é
insuficiente, afora a riqueza de nutrientes nas camadas de baixo.
Geralmente são árvores mais resistentes e capazes de superar as agressões
durante suas vidas. Estão preparadas. Com as pessoas sucede da mesma
maneira. Preparadas vencem as disputas, sobrepujam as dificuldades.
Cada ser humano deveria fazer somente aquilo comportado dentro dos limites
de sua vocação. É difícil fazer e fazer bem feito, fora deste contexto. No
seio empresarial – especialmente nas empresas familiares – este é o grande
problema para se chegar ao sucesso. Dinheiro e poder não conseguem jamais
sobrepujar capacidade e competência.
Neste contexto, nos lembramos da democracia, tão belo e famoso instrumento
construtor das sociedades sadias, algumas vezes mal utilizada ou
deturpada. Democracia não é limitada ao voto e a voz, mas a uma
oportunidade de manifestar conceitos, opiniões ou sentimentos, e, antes de
tudo, lutar e assistir colocados em prática.
O sábio pensador, com singular competência, nos devolveu – detentores da
cidadania – o direito de decidir sobre nossos destinos, ao afirmar “não
cabe ao vento dizer para onde o barco vai, mas a quem dispõe as velas”.
Este entendimento descarta se imaginar a vida e suas conquistas, atrelados
a sorte ou azar, como critérios ou caminhos para vencer. Preferimos nos
filiar ao pensar do poeta Virgílio quando afirma “a sorte favorece os
audaciosos”.
Aludia também da necessidade de preparação da pessoa, na perspectiva de
que uma mente preparada poderá transformar um acontecimento pífio,
singular, sem conseqüência ou finalidade, numa oportunidade. Sorte seria
então preparação e oportunidade.
Subestimar liderança e empreendedorismo não é possível. Todo grupo precisa
ser liderado, sem que exija excepcionais avaliações a propósito, basta
caminhar e olhar para trás. Tem seguidores, lidera.
A personalidade se faz bem presente e de três maneiras. A técnica, base de
toda civilização, adepta do trabalho, com ordem, uma coisa por vez. A
administrativa, metódica por natureza adota o planejamento como regra, não
admitindo fugir do programa estabelecido. Por fim, a empreendedora, capaz
de dar novas perspectivas ao trivial, transformando em algo voluntarioso e
de sucesso.
A vida é uma resultante de suas escolhas. Não esquecer jamais que os
detalhes são muito importantes, fundamentais, daí a sabedoria grega nos
ensinar “a gente tropeça sempre nas pedras pequenas, porque as grandes a
gente logo enxerga”.
