Reputação é o que fazemos quando a luz está acesa, enquanto caráter é o que fazemos no escuro.
Todo debate ganha corpo, brilho e conseqüência, pela capacidade de
argumentação, convencimento, verdade e ética, colocados nas suas
manifestações.
Argumentar, contudo, não significa simplesmente provar que temos razão.
Quem pensa assim não passa de pessoa irritante, às vezes mal educada, na
linguagem comum, dona da verdade e possessiva. Para nós, entendemos acima
de tudo como convencer e caminhar juntos, com respeito mútuo, removendo
obstáculos que impeçam eventual consenso.
É também saber persuadir, enxergando por inteiro o outro e suas
circunstâncias, demonstrando sensibilidade com seus sonhos e emoções. Sem
estas considerações, pensando exclusivamente em sua individualidade,
significará de certeza obrigar ou coagir, atitudes nefastas, destrutivas,
impedimento para uma aceitação recíproca.
O sublime na argumentação é fazer com que o outro faça o que queremos –
motivados para tal – sem subtrair dele a autonomia da decisão, sendo a
nova atitude fruto de sua reflexão, afinal as pessoas não aceitam
manipulação.
Persuadir tem também sua ética e sua nobreza. Estas são encerradas na
certeza de que o outro também levará vantagem e isto precisa ser bem
evidenciado. Portanto, é preciso caráter e reputação na cena, do contrário
faltarão credibilidade e confiança e nada acontecerá.
Os especialistas entendem que caráter é o que somos. Reputação é o que
pensam que somos. Já se falou também que reputação é o que fazemos quando
a luz está acesa, enquanto caráter é o que fazemos no escuro. Diz ainda o
provérbio, a capacidade habilita o homem a chegar ao topo, mas é o caráter
que o impedirá de cair.
O dia-a-dia de um líder se converte em obter consensos e negociar
divergências, arbitrar diferenças de posição e de pontos de vista entre as
pessoas. Para William Ury negociação de resultados deve se basear em
princípios e se compõe de quatro pontos.
Separe as pessoas do problema, não misturando simpatias ou antipatias com
o processo; focalize os interesses e não as posições; invente ou sugira
opções de ganho mútuo e finalmente, nunca se afaste da objetividade.
Pena que muitos homens só dão importância à reputação, nem sempre
construída com verdades!
