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Tempo de você

portalbip.com (Aucélio Gusmão) - 14/02/2009

Quem deixa para depois o que deveria fazer logo, perde o que nunca mais encontrará, aquele tempo.

A modernidade tem um preço que se manifesta com toda evidência no homem – o tempo – fator estressante da maior importância.

Grandes pensadores da humanidade já emitiram opinião a propósito. Todos valorizaram a suas maneiras, contudo, nos filiamos àquele que foi mais objetivo: o homem é herdeiro e refém do seu tempo.

O desafio da humanidade é viver sem ilusões, tudo em tempo real, sem se sentir desiludido. Para Einstein - meios poderosos, objetivos confusos – a verdadeira época vivida. Bertrand Russel entendeu de forma praticamente semelhante: estamos no meio de uma corrida, entre a habilidade humana, quanto aos meios e tolice humana, quanto aos fins.

Civilização é um movimento e não uma condição, uma viagem, um porto. A sociedade é a união dos homens, não os próprios homens. As civilizações nascem com a ordem, crescem com a liberdade e terminam no caos, sábias leituras das guerras do mundo atual.

O tempo devora todas as coisas. Quem deixa para depois o que deveria fazer logo, perde o que nunca mais encontrará, aquele tempo. Para Lya Luft, a passagem do tempo deve ser uma conquista e nunca uma perda.

Há pessoas que se preocupam apenas em gastar o tempo. São criaturas que nada acrescentam. Outras, talentosas buscam com muita energia utilizá-lo.

Tempo é algo muito importante, não deve ser desperdiçado. Millôr Fernandes disse que quem mata o tempo não é assassino, é suicida. Tempo é um oceano, como tal termina tênue, na praia.

Disseram certa vez ao Barão de Itararé que tempo é vida, saudade, paixão, dinheiro. O Barão aproveitou a citação e quis quitar todas as suas dívidas com o tempo. Ninguém aceitou.

O homem não é máquina, precisa de lazer, amor, conviver, olhar para ele mesmo, de certa forma, até solidão eventualmente. Na dinâmica terrível dos dias atuais, termino com a poética fabulosa de Carlos Drummond de Andrade: tempo disso, tempo daquilo, tempo do nada.

Tempo de você!

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