Quem deixa para depois o que deveria fazer logo, perde o que nunca mais encontrará, aquele tempo.
A modernidade tem um preço que se manifesta com toda evidência no homem –
o tempo – fator estressante da maior importância.
Grandes pensadores da humanidade já emitiram opinião a propósito. Todos
valorizaram a suas maneiras, contudo, nos filiamos àquele que foi mais
objetivo: o homem é herdeiro e refém do seu tempo.
O desafio da humanidade é viver sem ilusões, tudo em tempo real, sem se
sentir desiludido. Para Einstein - meios poderosos, objetivos confusos – a
verdadeira época vivida. Bertrand Russel entendeu de forma praticamente
semelhante: estamos no meio de uma corrida, entre a habilidade humana,
quanto aos meios e tolice humana, quanto aos fins.
Civilização é um movimento e não uma condição, uma viagem, um porto. A
sociedade é a união dos homens, não os próprios homens. As civilizações
nascem com a ordem, crescem com a liberdade e terminam no caos, sábias
leituras das guerras do mundo atual.
O tempo devora todas as coisas. Quem deixa para depois o que deveria fazer
logo, perde o que nunca mais encontrará, aquele tempo. Para Lya Luft, a
passagem do tempo deve ser uma conquista e nunca uma perda.
Há pessoas que se preocupam apenas em gastar o tempo. São criaturas que
nada acrescentam. Outras, talentosas buscam com muita energia utilizá-lo.
Tempo é algo muito importante, não deve ser desperdiçado. Millôr Fernandes
disse que quem mata o tempo não é assassino, é suicida. Tempo é um oceano,
como tal termina tênue, na praia.
Disseram certa vez ao Barão de Itararé que tempo é vida, saudade, paixão,
dinheiro. O Barão aproveitou a citação e quis quitar todas as suas dívidas
com o tempo. Ninguém aceitou.
O homem não é máquina, precisa de lazer, amor, conviver, olhar para ele
mesmo, de certa forma, até solidão eventualmente. Na dinâmica terrível dos
dias atuais, termino com a poética fabulosa de Carlos Drummond de Andrade:
tempo disso, tempo daquilo, tempo do nada.
Tempo de você!
