PUBLICIDADE

Fale conosco
Quem somos
Comunidade PortalBip
João Pessoa - PB -

Parece calote

portalbip.com (Aucélio Gusmão) - 17/01/2009

Quem autorizou e obrigou, nada vai pagar, na fita tem uma posição cômoda e simpática.

A origem da expressão nasceu no século XVIII. Vem de calo, talho que se faz numa fruta ou queijo para degustação do pretenso comprador, com objetivo de comprovação de boa qualidade.

Tornou-se comum nas feiras, desde aquela época, o comprador provar a oferta e ir embora, sem concretizar a compra. Daí, levar calote, ter entrado para cultura popular, significando vender ou ceder alguma coisa e não receber o conseqüente pagamento.

A partir da regulamentação dos planos de saúde – Lei 9656/98 – necessária indiscutivelmente, quem trabalhava com decência, cumpria com o prometido, respeitava as leis dos contratos, passaram a receber tratamento crítico severo, serem penalizados, como se fossem “farinha do mesmo saco”, iguais aos que assim não faziam.

Compreendemos desde cedo que existiriam daquele momento para frente, três linhas fundamentais. Os clientes compram direitos e precisam recebê-los adequadamente. Os prestadores trabalharam e precisam receber pelo que realizaram. Na terceira linha, ficariam as Operadoras, com o compromisso de suprir adequadamente as duas primeiras.

Ofertamos uma variedade de planos, com desenhos diferentes, disponibilizados ao mercado, cuja decisão e escolha, é de competência exclusiva do cliente – comprador. Estes contratos, instrumentos legais, classificados como atos jurídicos perfeitos, são freqüentemente violentados por Resoluções ou Instruções Normativas da Agência Nacional de Saúde, outras tantas pelo judiciário, sem que se contemplem os ônus financeiros que decorrerão dos mesmos.

Direitos são concedidos, contratos atropelados, coberturas ampliadas, fatos que precisam compor as planilhas de custo, porém ignorados. Economia e finanças não suportam tais comportamentos, encaminham sem dúvidas para perda de equilíbrio. Quem autorizou e obrigou, nada vai pagar, na fita tem uma posição cômoda e simpática.

Chegou a decantada portabilidade, para quem não conhece, a possibilidade de migrar de uma Operadora para outra, sem precisar se submeter ao cumprimento de novas carências. Para os clientes, avanço, excelente conquista. Para as Operadoras maiores, para onde certamente sucederão as migrações, apreensão e expectativa.

Acreditamos que as partes envolvidas deveriam ser ouvidas e antecipadamente participarem de um debate franco, sadio e respeitoso a propósito. Temos convicção de que não haja interesse numa desestabilização do seguimento, afinal são quarenta e dois milhões de usuários, que não oneram em nada os cofres públicos. Ainda há tempo.

Compararam a portabilidade na saúde ao produto PGBL – Plano Gerador de Benefícios Livres – das seguradoras. Este trata de investimento para o futuro, onde o cliente ao exercer a portabilidade, leva consigo todo saldo acumulado. Comparou-se também com a portabilidade na telefonia. Outro equívoco. O cliente remunera o consumo, o qual é gerenciado integralmente por ele. São exemplos que não se ajustam na essência nem na prática.

Como os reajustes dos contratos e conseqüentemente as receitas das Operadoras são ditadas pela Agência Nacional de Saúde, fica cada vez mais complicado o gerenciamento, por motivos óbvios. Até quando o seguimento suportará estes desfalques financeiros, não sabemos.

A advertência que fazemos é no sentido do maior cuidado, conforme os homens da feira, no volume de calotes!

Primeira Página | Índice de Notícias | Fale Conosco | Quem Somos | Comunidade Portalbip

Copyright © portalbip.com - 2004 - Todos os direitos reservados  - Fone da Redação (83) 8868-1617 - Design Pedro Andrade