O ganho coletivo é nobre, já o eu reflete o individualismo quase sempre perdedor.
Com diferentes enfoques já se falou do trabalho. De qualquer maneira
chamamos atenção para três manifestações da revista Fortune: pessoas em
primeiro, estratégias em seguida; competição expõe o melhor dos produtos e
o pior das pessoas; por fim, nós fazemos dinheiro da maneira mais
convencional – nós ganhamos.
Chega a burocracia. O que não é medido, não é gerenciado. A burocracia é a
arte de tornar o possível e o impossível ou uma dificuldade para cada
solução. Quando um burocrata comete um erro e continua a fazê-lo,
usualmente é tratado como nova política.
Trabalho é o preço que se paga pelo dinheiro. Da inteligência de Betinho
saiu essa: a tecnologia moderna é capaz de realizar a produção sem
emprego. O diabo é que a economia moderna não consegue inventar um consumo
sem salário.
Todos se queixam do trabalho, mas a maioria não viveria sem ele.
Trabalhando, de fato, oito horas por dia, você pode chegar a ser um dia
patrão e passar a trabalhar doze horas por dia. Já o Barão de Itararé
disse: quem inventou o trabalho, não tinha o que fazer.
De toda sorte, trabalho precisa de reconhecimento, se fazer notado, porém
sem exagero. Construiu seu conceito, todos comentarão sobre sua
performance, a qual chegará certamente a seu chefe. Prometa pouco e
produza mais. Aprenda sempre alguma coisa que os outros não saibam. Para
tanto, seja vigilante, dedicado, cuidadoso, esperto, preparado, disposto,
precavido, alerta e ligado o tempo todo.
Assuma atitude correta, todos os dias e em todos os momentos. Nunca
demonstre que seu esforço está pesado. Transpire confiança e energia. Crie
um estilo que seja característico seu. Não ande muito apressado, a leitura
pode ser de que esteja atrasado em alguma coisa.
Preste atenção. Nunca demonstre ser insubstituível! Quem é insubstituível,
jamais será promovido. Ficará parado no tempo e no espaço.
Busque sempre trabalhar em conjunto, o nós sobrepujando o eu. O ganho
coletivo é nobre, já o eu reflete o individualismo quase sempre perdedor.
As únicas coisas que evoluem sozinhas em uma organização ou sociedade são:
a desordem, os conflitos e o baixo desempenho.
Definitivamente, Peter Drucker ensina que produção não é aplicação de
ferramenta em materiais e sim a aplicação da lógica ao trabalho.
