Gratidão não se cobra. De lado a lado deve suceder assim: quem recebe gentilezas nunca deve se esquecer, quem foi gentil nunca deve cobrar.
Fazer o que puder, com o que dispuser, sempre e onde estiver. Atenuar
sofrimentos, curar quando possível, são os compromissos fundamentais do
médico.
Junte como coadjuvante e fator da maior importância a interação humana, a
arte de ler o coração do outro, suas necessidades e suas carências. Sem
ela, há um comprometimento da relação médico-paciente.
Para os clientes somos enxergados como virtuosos e nossas atitudes devem
sustentar a tese, não por vaidade, mas por constituírem valores eleitos
por eles.
Da esperança sejamos sempre portadores. Tenho certeza que todas as vezes
que o cliente procura seu médico, assim o faz na busca de solução de algum
problema. Um médico nunca abandona seu cliente, mesmo tendo consciência de
que suas chances se exauriram. Seria decepcionante, plagiando Mauriac,
afirmamos, se a chama que carrega no peito se apagar, as almas que estão
ao teu lado morrerão.
Aquele que padece, precisa de carinho e afeto, calor humano,
solidariedade, afinal ao escolhê-lo, o fez acreditando haver encontrado
seu porto seguro, sua esperança.
Paciência e solicitude, também são necessárias. A paciência inclusive é a
mais heróica das virtudes, justamente porque não tem nada de heroísmo, é
constituída por bondade e responsabilidade, porém significam muito na
relação médico-paciente.
Gratidão não se cobra. De lado a lado deve suceder assim: quem recebe
gentilezas nunca deve se esquecer, quem foi gentil nunca deve cobrar.
Atender bem, ser útil, é compromisso, mesmo que nem sempre esteja de
acordo com seus desejos, mas impulsionados pelas forças da obrigação e da
abnegação.
Aos nossos clientes, a certeza que oferecemos todos os dias o que melhor
temos dentro de nós, habilidades, solidariedade e amor.
Hoje 18 de outubro, Dia do Médico. Parabéns a todos os companheiros, com
as reflexões de um deles com quase quatro décadas de labuta.
