O valor de uma pessoa é motivo de construção pessoal. Suas atitudes, suas ambições ou cobiças, o que pretende.
Acreditar é monótono. Duvidar é apaixonante. Manter-se atento, eis a vida,
disse Oscar Wilde. Para outros, viver é gastar a vida, claro, de forma
positiva. Argumento forte é consciência limpa, o sentimento do dever
cumprido, serve inclusive de travesseiro.
O estado permanente de coragem é também um estado de disposição. Um homem
de coragem se faz acreditar, por suas ações e seu desprendimento, enfrenta
os perigos e as dificuldades como se fossem compromissos, por isto mesmo
vence-os antes deles ameaçá-los.
A competição é algo sublime, desperta o que há de melhor nos produtos, e o
pior nas pessoas. Não há concisão nas afirmações. A vontade de vencer
obscurece princípios morais e decência. Ganhar é o que vale, os meios são
secundários.
É impossível ganhar sem que a outra parte perca. Quem perde com ou sem
razão guarda ressentimentos, busca culpados. O ideal é que a supremacia
fosse pelo convencimento, não haveria embromação, falsidade ou mentira.
Verdades seriam vividas, ao tempo que se estabeleceria confiança e
caráter. Isto é tão forte que quando um mentiroso fala a verdade, ninguém
acredita. Pensem assim: a verdade espera. Só a mentira tem pressa. Sabem
por quê? A verdade existe, a mentira é inventada.
Se todos os homens fossem justos, não haveria necessidade de valores. O
valor de uma pessoa é motivo de construção pessoal. Suas atitudes, suas
ambições ou cobiças, o que pretende. Crescem de importância neste sentido
a capacitação e as habilidades para justificar.
Saímos recentemente de um pleito eleitoral. Muitas manifestações, corretas
ou cavilosas. Quantos se fizeram acreditar? O veredicto das urnas é
implacável.
A vaidade não exclui o talento, mas o compromete. Por isto muitas vezes
perdem, cobiçam alto, sem preparo. Nivelam-se ao galo que achava que o sol
nascia cedo para ouvi-lo cantar.
A diferença entre o ordinário e o extraordinário é o extra. Este extra é
que muitos não são detentores. Vocação é diferente de talento. Pode-se ter
vocação e não ter talento, ou seja, ser o escolhido e não saber para onde
ir.
Toda força é fraca senão tiver unida. Alguém sozinho é derrotado, dois
conseguem resistir e a corda tripla não se rompe facilmente, consta da
Bíblia Sagrada. O poeta Ovídio, mais enfático, assegura, nós dois unidos
constituímos uma multidão.
No meio corporativo é preciso liderança. Gerenciamento é a eficiência em
subir a escada do sucesso. Liderança é a decisão de qual parede é a
correta para apoiar a escada. A chave de todo processo de liderança bem
sucedida reside na influência e não na autoridade.
