A visão crítica na modernidade é uma exigência, pois as realidades são bastante distintas e suscitam diversidades comportamentais.
Visão crítica é percepção
de fatos e realidades. É a leitura interpretativa do discurso e das
práticas.
Apostar na mesmice é acreditar que a vida corre sem mudanças, que o
tradicional inspira segurança, esquecido o fato de que tal atitude não é
verdadeira, mascara inclusive erros e fracassos.
Imitar é bem mais fácil que criar; contudo, nada acrescenta, por repetir
os mesmos caminhos. Verdades anteriores nem sempre resistem à
contemporaneidade. Serviram e foram eficientes, mas as necessidades
mudaram.
A “onda vitoriosa” tem levado muita gente ao dissabor. O “bem coletivo”
não existe, pois as pessoas são diferentes. O que é construtivo e
promissor para uns pode não atender outros, pode até desconfortá-los.
A verdade é que o mundo conservador cede importantes espaços ao mundo
moderno. São novos valores que influenciam as pessoas de forma bem
marcante.
Os hábitos e costumes foram bastante impactados. Os comportamentos,
também. Muito do não aceito, discriminado até pouco tempo, é assumido e
praticado sem nenhum constrangimento.
Duro mesmo tem sido para os grupos pré-transição. Estes não se rendem. Não
foram convencidos, nem tiveram oportunidade e tempo para adaptação.
Sentem-se violentados e agredidos nas suas maneiras de pensar e agir.
A visão crítica na modernidade é uma exigência, pois as realidades são
bastante distintas e suscitam diversidades comportamentais.
Esta é a moral da história do barqueiro inexperiente e do peixe que nadava
sempre contra a corrente. Indagado a propósito da “lógica” do peixe, até
hoje o inadvertido barqueiro não conseguiu ouvir a resposta, pois seu
barco mergulhou indefeso no despenhadeiro.
Sua avaliação foi plenamente inadequada, tanto que o tributo pago foi
muito caro.
Perdeu a vida. Faltou visão crítica.
