Criar oportunidades para ajudar e
segurar clientes mantendo níveis aceitáveis de lucratividade é sem dúvida
a atitude desafiadora.
Nunca foi fácil ser um líder empresarial no segmento saúde. Sobre seus
ombros residem à própria natureza do negócio, o imaginário e as
necessidades dos circunstantes, os resultados.
Os lucros diminuíram de tamanho, no entanto crescimento e desenvolvimento
continuaram como objetivos. Criar oportunidades para ajudar e segurar
clientes mantendo níveis aceitáveis de lucratividade é sem dúvida a
atitude desafiadora.
Nenhuma organização sobrevive sem lucro. Quem bancaria seus investimentos
e seu desenvolvimento? Certamente definharia e encerraria suas atividades
se assim sucedesse.
Controlar custos é fundamental. A medicina evolui numa rapidez
impressionante no diagnóstico, impingindo pari passu uma verdadeira
revolução nos tratamentos. As operadoras se angustiam. Os clientes exigem.
A agência reguladora tem que ser progressista, embora reconheça
dificuldades. A justiça obriga seguidamente a oferecer o que não foi
comprado.
No segmento hospitalar, outra dificuldade. Precisam de reajustes
diferenciados. O mercado não dispõe desta verba, no volume desejado e
necessário.
O gerenciamento da informação deixa a desejar. O setor é muito rico em
informações, falta na grande maioria uma análise qualitativa.
Como comportar todas essas imperfeições nas planilhas de custos. A Agência
Nacional de Saúde monitora o setor. O mercado não suporta maiores
variáveis. Dinheiro não aceita desaforo nem resiste à incompetência.
“O direito à vida sobrepuja o econômico” tem sido a conclusão de inúmeras
liminares judiciais com obrigação de fazer. Na prática não posso gastar
mais do que arrecado ou só posso ofertar o serviço efetivamente comprado.
Fica o dilema. Como controlar custos, atender o desenvolvimento e a
demanda por atendimento diferenciado, de alta qualidade, além de ofertar o
que não foi adquirido?
Como ou até quando suportaremos?
