Negociadores que enxergam o cliente
como um meio ou adversário, pode até vencer a batalha, mas o que ganharem
será tão frágil quanto finito.
Muitos estadistas são lembrados por terem começado guerras. Um número
menor, porque as terminaram; poucos, por nunca terem permitido que elas
começassem. Esta é a história da humanidade, lições que ficaram pelos
tempos.
O segredo de uma boa negociação está exatamente com o terceiro grupo, seja
qual for o segmento da vida avaliado, estendendo-se ,inclusive, aos
negócios.
Nas negociações com clientes ou fornecedores, as relações jamais poderão
ser de inimizade ou embate, mas, de consenso e paz. Negociadores que
enxergam o cliente como um meio ou adversário, pode até vencer a batalha,
mas o que ganharem será tão frágil quanto finito.
Matar a vaca leiteira, degolar a galinha dos ovos de ouro, estourar a boca
do balão, são evidentes inconseqüências. Quem assim procede, certamente
desconhecem ou nunca perceberam quanto se gastou ou gastará para laçar
outra vaca, caçar e encontrar outra galinha dos ovos de ouro ou construir
um novo balão, com uma vênia, com as qualidades requeridas.
Negócios não ficam imunes a agressões, aos destemperos, principalmente
quando confundidos com disputa ou guerra. Não devia ser assim, uma
transação não é uma invasão, mas uma troca, sem invasores ou invadidos,
vencedores ou vencidos, mortos ou feridos, apenas pessoas satisfeitas com
a chegada a um consenso.
Muitas pessoas são orgulhosas e inflexíveis, atrapalham um caminhar
saudável e desejável, por confundirem flexibilidade com fraqueza.
Para Stalimir Vieira o fator humano em uma empresa não é só importante. É
tudo. Toda dinâmica interna, seus acontecimentos, fatores que mudam seu
destino, para o bem ou para o insucesso passa pelo comportamento humano.
Entendendo o processo mais amiúde, imaginem algumas coisas. Pessoas podem
enaltecer um ponto comercial ou destruí-lo. Convencer outras a pagarem um
pouco mais caro ou o contrário. Construir marcas ou destruí-las. Tudo na
dependência de que as coisas façam ou não sentido para elas.
Mercado é assim. No sentimento das pessoas encontramos a vulnerabilidade
ou a maior garantia da marca, residindo neste sentido as suas atitudes
favoráveis ou desfavoráveis em relação às propostas ou objetivos
mercadológicos.
