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portalbip.com (Aucélio Gusmão) - 20/03/2007

Negociadores que enxergam o cliente como um meio ou adversário, pode até vencer a batalha, mas o que ganharem será tão frágil quanto finito.

Muitos estadistas são lembrados por terem começado guerras. Um número menor, porque as terminaram; poucos, por nunca terem permitido que elas começassem. Esta é a história da humanidade, lições que ficaram pelos tempos.

O segredo de uma boa negociação está exatamente com o terceiro grupo, seja qual for o segmento da vida avaliado, estendendo-se ,inclusive, aos negócios.

Nas negociações com clientes ou fornecedores, as relações jamais poderão ser de inimizade ou embate, mas, de consenso e paz. Negociadores que enxergam o cliente como um meio ou adversário, pode até vencer a batalha, mas o que ganharem será tão frágil quanto finito.

Matar a vaca leiteira, degolar a galinha dos ovos de ouro, estourar a boca do balão, são evidentes inconseqüências. Quem assim procede, certamente desconhecem ou nunca perceberam quanto se gastou ou gastará para laçar outra vaca, caçar e encontrar outra galinha dos ovos de ouro ou construir um novo balão, com uma vênia, com as qualidades requeridas.

Negócios não ficam imunes a agressões, aos destemperos, principalmente quando confundidos com disputa ou guerra. Não devia ser assim, uma transação não é uma invasão, mas uma troca, sem invasores ou invadidos, vencedores ou vencidos, mortos ou feridos, apenas pessoas satisfeitas com a chegada a um consenso.

Muitas pessoas são orgulhosas e inflexíveis, atrapalham um caminhar saudável e desejável, por confundirem flexibilidade com fraqueza.

Para Stalimir Vieira o fator humano em uma empresa não é só importante. É tudo. Toda dinâmica interna, seus acontecimentos, fatores que mudam seu destino, para o bem ou para o insucesso passa pelo comportamento humano.

Entendendo o processo mais amiúde, imaginem algumas coisas. Pessoas podem enaltecer um ponto comercial ou destruí-lo. Convencer outras a pagarem um pouco mais caro ou o contrário. Construir marcas ou destruí-las. Tudo na dependência de que as coisas façam ou não sentido para elas.

Mercado é assim. No sentimento das pessoas encontramos a vulnerabilidade ou a maior garantia da marca, residindo neste sentido as suas atitudes favoráveis ou desfavoráveis em relação às propostas ou objetivos mercadológicos.

Aucélio Gusmão
  • Médico anestesiologista, escritor, presidente da UniGente-JP e da Unimed-JP
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