portalbip.com (Anastácio Pereira) 02/03/2010
Mais uma vez o Estado da Paraíba passa por vexames educacionais no
Governo, agora, Maranhão III, por questões de salários. Os
trabalhadores em educação da Paraíba, ainda sentem, nas veias, uma
campanha deflagrada no Maranhão passado, quando foram às ruas e
acamparam na porta do Palácio do Governo. À época, reivindicavam,
eles, reajustes salariais, de acordo com suas necessidades, eram,
portanto, realmente reajustes de salários. Foram, no entanto, expulsos
da praça, chegando-se até, ao uso da força bruta policial, na
tentativa de acabar tal movimento paredista, que seguia pacífico, com
educação, e com gritos de lamentos, tão somente, pelo direito que os
trabalhadores em educação queriam que eram exatamente, de condições
mais dignas nas suas remunerações.
Agora, passados anos, estamos para possívelmente vermos uma nova cena
igual, mesmo com o governo federal que intercedeu e sancionou uma Lei,
em 2008, que passou a reger os novos vencimentos dos educadores em
todo o Brasil, o tão falado PSN – Piso Salarial Nacional, da categoria
educacional.
Mesmo, com essa sanção, não conseguiu os governos, segundo entidades
classistas, em alguns estados brasileiros, contemplar a rigor, toda
classe, visto que alguns estados, ainda não aderiram ao Piso, por
questões de adequações as suas necessidades de tempo de serviço
prestado pelo educador, em cada região do país.
Na Paraíba, foram, governo passado e entidades de classe, se chegando
a um denominador comum, e, ainda, em 2008, adequou-se a um regime de
trabalho de 30 horas, o Piso da categoria seguindo-se, neste regime,
às proporções salariais cabíveis ante a carga horária. Vê-se, no
entanto, um novo impasse, criado, naturalmente, pela falta de
negociação do governo atual, em repor a comparação equitativa do
direito de aplicar o percentual que complementa o novo reajuste do
Piso Salarial Nacional, que é isto que demonstra a categoria, claro
que, se vier a mais, sempre será bem vindo.
Agora, espera-se que os regentes do poder, encontrem-se, com os
regentes educacionais e possam, unidos, retomarem o canal lícito da
Lei, com satisfação dos trabalhadores da educação, vez que, desta
feita, não são reajustes salariais que buscam, mas, tão somente, o
comparativo dos seus direitos ante a Luz da Lei que defende a
categoria.
Parados, mobilizados, alguém tem a culpa disso, de retirar das
unidades escolares da Paraíba, mais de 500 mil alunos que necessitam,
sobremaneira, dos conhecimentos dos tão já maltratados salarialmente,
professores.
Assim, a sociedade espera que não se possa ver mais um vexame
educacional, ante força e desprezo pela categoria, por duas vezes, em
um mesmo governo.