portalbip.com (Anastácio Pereira) 16/12/2009
Em se tratando de eleições eleitorais partidária, o Estado da Paraíba,
por ser nordestino, e com pouco desenvolvimento industrial,
tecnológico e educacional, firma-se, contundentemente, especialmente
na midia, em antecipar eleições.
Todos sabem que mal acaba uma já se corre para as próximas. Não seria
diferente desta em 2010, que está porvir, quando já se apresenta, pelo
menos, até hoje, três candidaturas de forte peso estadual no seio
político, naturalmente que envolvendo coligações que acomodam os
melhores interesses dos partidos grandes, colocando em xeque, a
possibilidade remota de que os partidos políticos levem a disposição
do povo, novos nomes para disputarem pleitos. É claro que para isso,
os partidos políticos neste país fecham seus olhos e não qualificam
seus possíveis, nem geram novos candidatos, pois não demonstram nenhum
interesse em disputarem pleitos majoritários, e, sim, tão somente,
buscam as câmaras: Federal, Estadual,Municipal e Senatoria, que, em
muitos das vezes, conseguem chegarem lá, no ?rabo da gata?. Essa
prática dá uma conotação de um vicio político que tem e o renascimento
de novos nomes, posto que os partidos, formando ?chapões?, mantêm
sempre os mesmo nomes de outrora.
Peca os políticos e a população perde algum laço de sintomas
democráticos, posto que eles transformam cada pleito eleitoral, num
acinte, até, numa imposição, como se dizer: Esse é o candidato e/ou Eu
sou o candidato da coligação. Vê-se, assim, uma limitação e
subjugamento, que conduz o povo paraibano a uma mera fileira de
espectadores submissos que aguardam as decisões dos privilegiados
políticos. Impõem eles, sobremaneira, à população, aos seus caprichos
e interesses de buscar unicamente o poder para si.
É dessa forma simples e conjuntamente coligada, que o povo fica sem
opção. Não sabemos mais defender-mos a bandeira do nosso partido, se é
que ainda temos. O número de afiliações a eles, não cresce, mesmo com
toda mídia televisiva de apelos dos políticos, convocando a população
para se filiarem. Não há mais ânimo nem estímulo, para se filiar a um
partido. Já está na hora de os partidos políticos brasileiros criarem
uma nova moradia para si, que realmente seria a da democracia
implantada neles, haja vista com pouco uso, posto que eles levam o
espírito do voto democrático ao povo, mas, não se democratizam. Cabe a
eles desenvolverem um novo projeto de candidatos, em todos os
partidos, que tenham grandes referencia numérica, lançando-se,
portanto, vários nomes para disputarem ao mesmo tempo, ao menos o
primeiro turno, das eleições majoritárias. Seria uma grande atitude e
mudaria costumes já atrasado e manipulado por gestores políticos de
longevidades partidárias ineficazes.
Ver-se-ia dessa nova forma, uma modernidade e um avanço, alem de
colocar o eleitor brasileiro como um valor democrático, posto que os
partidos avançassem na coleta de novos filiados, mostrando ao novo
eleitor seus perfis de organização e comprometimento na defesa do
interesse da Nação e do seu povo, com mais afinco. Agindo assim, os
partidos estariam atentos às reações da população, veriam que,
manifestações desse interesse, já se fazem presente no seio da
sociedade, através de cidadãos mais esclarecidos e comprometidos com a
real democracia, que já discutem entre si, doutrinas desse porte.
Seria, portanto, o pulo necessário para a estruturação dos partidos e
lançamentos de nomes opcionais para a escolha, possivelmente, em
qualquer eleição que possa surgir. Ganhariam defensores de suas
bandeiras, dariam um clima de ?copa do mundo? em cada eleição. Enfim,
s airíamos do ciclo vicioso de apenas dois ou três nomes. Ouviriam
eles, dirigentes (partidários), mais atentamente, o povo brasileiro e
os tirariam do xeque mate, dariam novo ânimo ao jogo enxadrista que
eles mesmos criaram e que muitas vezes se saem tão mal.
Pois bem, em caso de segundo turno, uma opinião de um célebre cidadão,
educador e poeta. ?Aí, sim, formar-se-ia a grande coligação? e
justifica-o, ?visto que teríamos sempre um segundo turno,
inevitavelmente?. O mais belo seria a plenitude da democracia
eleitoral ressurgindo de uma grande e boa vontade política de querer
mudar realmente o perfil político e dá oportunidades aos milhares de
brasileiros de mostrarem sua nova cara. A cara do seu partido.