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PSF da Candinha

portalbip.com (Anastácio Pereira) 20/09/2009
Sabe-se que a ética em qualquer profissão é imprescindível para o exercício da função que se exerce. Naturalmente que ela é o ponto fundamental entre o usuário de qualquer serviço que se necessite, e o servidor que venha a estar prestando-o a um cidadão. Quer seja menos favorecido financeiramente, ou abastado, fazendo com que o necessitado, ao ser atendido, sinta-se seguro com suas informações guardadas, documentalmente em papéis, ou como uma forma passada, oralmente, em tom baixo, ao tão somente interessado. Sem serem propagadas aos ventos, para que não venham a serem motivos de confabulações corriqueiras entre os demais no setor de trabalho, nem se formando circunlóquios de fofocas nas vizinhanças comunitárias. Advindo, com esse comportamento (antiético), uma falta de privacidade e um total respeito ao atendido.

Fato assim se constata nos PSFs do município de João Pessoa, especialmente nos bairros periféricos. Aqui, não provocamos celeumas nem analisamos qualquer comportamento do profissional que esteja em exercício da sua atividade. Fazemos um alerta para fatos, como esses, que se tornaram corriqueiros em determinados Postos de Saúde, e, para constatar essa germinação de informações da Candinha, enumeramos alguns que chamam atenção, e que servem para uma possível correção do RH – Recursos Humanos da administração municipal, vez que já recebemos denúncias de pessoas que sentem na pele esse comportamento de determinados servidores públicos, no exercício das suas atividades, de forma um pouco desejável, ferindo até, cônscios ou não, a ética funcional. Provocam eles, com suas atitudes, climas de desconforto espiritual ao atendido. Senão vejamos:

O paciente na sua plenitude do direito de uso dos serviços oferecidos sofre, e comumentemente não reclama, com exceção a raríssimos casos, constrangimentos de forma espetacular. Desde a sua chegada ao atendimento com o seu profissional médico, que o atende, quase sempre, com as portas entreabertas, podendo assim, de algum modo, a informação ser ouvida por outro, até, quando tem seu laudo médico, seu resultado ou encaminhamento a outras unidades laboratoriais, hospitalar, etc... etc.., bem como as outras práticas necessárias ao andamento dos procedimentos da sua saúde, alardeada aos quatro cantos, numa distribuição sonora que alcança demais usuários e, ou, acompanhante, que se encontre no local.

O PSF – Posto de Saúde Familiar, bem como já diz o nome, que alcança a nomenclatura mais profunda – Família. Vem sendo atingida por uma epidemia de constrangimentos nas suas unidades. Essa é a verdade!

Acredita-se que o servidor destinado ao trabalho, possa estar, até, com sua boa vontade de bem servir, e use muito bem a digna expressão, só que usa “tão bem, até demais”, pois, como sempre, ele é conhecido ou morador do bairro. Já convivendo até, há anos, com determinados pacientes que são de certa forma, às vezes, um parente, um amigo, ou seu vizinho das proximidades. Ele, que no dia a dia de sua função, lhe passa, quem sabe, despercebido esse seu comportamento de unidade de vizinhança familiar, tirando-lhe de certa forma, a sensitiva ética profissional que se requer para um melhor desempenho. Claro que por outro lado essa “vizinhança-paciente”, de certa forma também colabora, pois, em nada reclama ou se sente constrangida. Mas, como em algum ponto, sempre há uma forma correcional, fica com a palavra o mais conceituado e generoso ofertador da disciplina: o RH administrativo.

O Departamento de Recursos Humanos pode oferecer novos cursos de relações humanas, com temas de forte relevância, como: à ética no serviço público. Isso reacenderia a alma do servidor comunitário, elevaria nas comunidades seu espírito separatista de: “meu irmão, meu amigo”, sem o perder do seu aconchego. Enriquecê-lo-ia de um espírito puramente profissional e ético, nunca de um “fofocador”, daí, sairia eliminando a Candinha da vida profissional do nosso tão sofrido e desinformado servidor do povo nas comunidades. Afinal eles não precisam de reciclagem... Pois não são lixo, que se recicla. Precisam realmente: De capacitação!.
Anastácio Pereira
  • Publicitário, estudante de letras, colunista da Página Sindicatos em Ação do jornal O Norte e do jornal JÁ (que circula as terças-feira), Proprietário do jornal Litoral Zona Sul. Criador e apresentador do Programa Comunidade em Ação na Rádio Tabajara (AM).
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