portalbip.com (Anastácio Pereira) 14/07/2009
A cidade de João Pessoa considerada bela e acolhedora tem
uma chaga a ser fechada, no que tange a sua expansão longitudinal na sua
área sul. Sabe-se, naturalmente, que pelos traços geográficos de terras em
expansão habitacional, este é o lado primordial para o crescimento da
capital. É tão verdade, que a verticalização das obras em construção,
naquela área, não é tão acentuada, quanto em outras zonas urbanas.
Some-se, portanto, pontos para a zona sul pela sua extensão terrena, posto
que, é lá onde já se aglutinam dezenas de loteamentos, a partir do bairro
de Mangabeira, acentuando-se, mais ainda, nas divisas do Valentina de
Figueiredo e bairros circunvizinhos indo nas cercanias do litoral sul.
Numa esticada pelo litoral sul, a coisa é bem maior. Nele, ainda não se
complementa, ante sua grande extensão, novas construções ou desafios de se
planejar uma dimensão de uso das terras, que circundam as vias praieiras.
Perguntaram-me e, sinceramente, não soube responder. Fiz uma pequena
consideração e quis saber também: Porque? Senão vejamos!
Presume-se que, em algumas áreas descampadas do litoral sul, como exemplo:
Praia do Sol Barra de Gramame... etc, ainda não houve interesse de
especuladores imobiliários que movimentasse o ?boom? da construção,
portanto, pode vir acontecer ainda, em anos vindouros. Uma fonte
alimentícia de via de acesso vira um marco na área, pois facilita a
chegada às praias, de todo o litoral pessoense; de Cabedelo a Tambaba: A
via Sul. Mas, da forma que está estruturada, chega a dar medo para
cruzá-la nas noites, visto que, a escuridão que lá impera é fatal e dá um
clima de terror e abandono, apesar de sua malha asfáltica ser bem
considerável para o uso de veículos.
Presume-se que essa via, que poderia ser vista de outra forma, e que tem
uma importância enorme de modernização e criação, é uma parte da falta de
incentivos a construção de moradias, nos anos que já se passaram. E, mais
ainda, se presumindo, pela falta de infra-estrutura ao se movimentar pelas
artérias dos bairros (loteamentos), já habitados por inúmeras famílias que
vivem aglutinadas e estáticas, ante as intempéries de já diversas
administrações públicas, que não se organizam e não demonstram interesses
em participar ativamente de um desenvolvimento social, para gerar
qualidade de vida aos moradores daquela região. Tanta terra que podem
gerar novas moradias. Tanto espaço para se colocar inúmeras famílias e
aproximar mais ainda um plano diretor de expansão de moradias.
Já é hora, portanto, dos novos homens públicos e políticos da modernidade,
se situarem de vez na dimensão de uma área que sofre pela falta das garras
gestoras de uma boa administração, que possa dar-lhe um provimento social,
urbano e paisagístico, para que a capital possa respirar ares de
crescimento longitudinal e grandiosidade em proveito dos que se esforçam
para querer conquistar seu pedaço de chão. Não já seria época de fechar
esta chaga? Dar um novo espaço de humanidade? Mostrar uma nova dimensão
para a sociedade, incrementar o turismo para sempre, incluindo o litoral
sul da capital.