Alguns bairros da capital ainda são órfãos de um
verdadeiro líder que possa determinar sua existência social. Que conduza
objetivamente as necessidades da sua população na busca incessante do bem
comunitário, e que seja desprovido de interesse pessoal.
Em toda atividade existe um líder. O nato, e o produzido pela sociedade
ordeira, a quem lhe é depositado nas mãos um bem precioso a CONFIANÇA.
Esse bem é como uma senha aberta a todos os usuários, tipo campanha de
mídia: ?Traga a Senha?. Ela dará o reconhecimento ao líder via
manifestações amigas. Fazendo dele um confidente, o tornando símbolo de
uma comunidade familiar com o reconhecimento solidário. É uma senha que
corre de mão em mão, em defesa das suas posições.
O líder consegue benefícios e é capaz de doar-se numa luta pela
permanência do que já se tem. Mas, em alguns bairros, quem não têm esse
forte braço, perde-se o que já se tinha.
No Valentina de Figueiredo já se ver surgir novas lideranças dignas. Posto
que, é um bairro que vive no total abandono e já conta com mais de 60 mil
habitantes que desconhecem o que é arborização, humanização e ambiente
agradável de vida. Suas ruas continuam esburacadas sem pavimentação e
invadidas. Faltam incentivos ao comércio, bancos, mercado produtivo de
pequenas e micro indústrias, entre outros.
Lideranças naquele núcleo já conseguem se adaptarem aos novos regimes
políticos, mas, têm os que adotam sempre, posturas mais agressivas e
insistem, em promoverem verdadeiras e típicas festas romana, do pão e
circo. Vivem eles, se digladiando entre sí, com ciumeiras que não ajudam
em nada ao bairro. Afinal, o povo do Valentina não quer continuar sem um
líder.
Pois bem! Para ser um líder não se guarda mágoas ou rancor de outrem, nem
ira dos progressos conquistados por outros. Une-se a eles. Um líder pensa
como Jesus, mesmo não agindo como Ele.
